La hamaca ocupó la verandadesde una esquina hasta casi la puerta.Te tumbaste de través,me hiciste sitio entre los pliegues.Entré agarrándome a la viga,tú agarrándome del brazo.La tela cedió despacio,tu pie encontró mi cordón.En la punta de tela que sobraun fleco te rozó la oreja.Me pediste que lo quitara,ofreciéndome la cabeza.El viento levanta la cortina,esparce el dibujo de las hojas.Tu cara tan cerca de la míacambia el tamaño de la sombra.Mécete despacio conmigo,deja que la hamaca encuentre su suelo.Tu pelo hace un caminodesde mi pecho hasta mi mano.Doblas tu pierna sobre la mía,yo sigo la respiración.La tela va, la tela viene,tu sonrisa cambia la dirección.Rita dejó una jarraa la sombra de la puerta de la sala.Tú estiraste solo un brazo,yo traje tu cuerpo de vuelta.Ella ríe y acerca la mesita,pone dos vasos a la sombra.Tu dedo mojado dibujauna pequeña vuelta en mi mano.Preguntas si cabemás tarde un baile en la sala.Muevo los dos pies entre los flecos,tú sueltas la primera risa.Mécete despacio conmigo,deja que la hamaca encuentre su suelo.Tu pelo hace un caminodesde mi pecho hasta mi mano.Doblas tu pierna sobre la mía,yo sigo la respiración.La tela va, la tela viene,tu sonrisa cambia la dirección.Apoyas la cara en el hombro.El fleco descansa en el suelo.
Original en portugués de Brasil
A rede pegou a varandade um canto até perto da porta.Você se deitou de atravessado,me fez um lugar entre as dobras.Entrei segurando na viga,você segurando meu braço.O tecido cedeu devagar,seu pé encontrou meu cadarço.Na ponta que sobra do panouma franja roçou sua orelha.Você me pediu que tirasse,me oferecendo a cabeça.O vento levanta a cortina,espalha o desenho das folhas.Seu rosto tão perto do meumuda o tamanho da sombra.Balança devagar comigo,deixa a rede encontrar seu chão.Seu cabelo faz um caminhodo meu peito até minha mão.Você dobra a perna na minha,eu acompanho a respiração.O tecido vai, o tecido vem,seu sorriso muda a direção.A Rita deixou uma jarrana sombra da porta da sala.Você estendeu só um braço,eu trouxe seu corpo de volta.Ela ri e aproxima a mesinha,coloca dois copos na sombra.Seu dedo molhado desenhauma volta pequena na minha.Você pergunta se cabemais tarde uma dança na sala.Eu mexo os dois pés na franja,você dá a primeira risada.Balança devagar comigo,deixa a rede encontrar seu chão.Seu cabelo faz um caminhodo meu peito até minha mão.Você dobra a perna na minha,eu acompanho a respiração.O tecido vai, o tecido vem,seu sorriso muda a direção.Você pousa o rosto no ombro.A franja descansa no chão.