Puxamos a mesa pra sombra,você fez sinal com o queixo.Mais perto da ponta da árvore,mais longe do sol no azulejo.A Rita trouxe a mandioca,Nivaldo cortou os limões.Você distribuiu os quatro pratos,eu fui encostando os bancos.O pano que você pintousecava no fio da varanda.Eu li, acompanhando seu dedo:O Dia Cabe em Nós.Você esticou cada ponta,deixou as palavras mais largas.Nivaldo soltou um dos nóse a Rita firmou a outra amarra.Puxa o banco mais pra sombra,deixa o prato perto do meu.Seu braço encontrou meu braçono caminho que o pão percorreu.Passa a fruta, passa o copo,deixa a conversa virar.Você dá uma volta no banco,eu dou espaço pra você sentar.A tinta azul na sua unhaficou na alça da jarra.Você limpa de leve com o dedo,eu trago uma ponta da toalha.A Rita conta de um baile,Nivaldo se ergue e recordao passo que entrou pelo meioda saia rodada da moça.Você estende o seu pratopra eu dividir a última manga.Eu ponho o pedaço mais perto,você toma a mão que alcança.Puxa o banco mais pra sombra,deixa o prato perto do meu.Seu braço encontrou meu braçono caminho que o pão percorreu.Passa a fruta, passa o copo,deixa a conversa virar.Você dá uma volta no banco,eu dou espaço pra você sentar.Uma ponta do pano vem vindo,você prende de novo e me chama.