A Rita deixou uma lâmpadaacesa no fim do corredor.Você recolheu o lenço,passou devagar no meu ombro.Eu pus uma jarra na mesa,você abriu meia janela.O rio chegava em pedaçosde brilho na beira da cama.Você tirou a flor do bolso,deitou num pires pequeno.Eu vi que a linha amarelaainda prendia o seu talo.Você me chamou com a palmavirada pra cima, esperando.Eu fui, sua mão me encontrouna curva mais perto do braço.Deixa a luz ficar mais baixa,deixa eu ver o seu olhar.Seu polegar passa no meu,eu me aproximo devagar.Você abre a gola da blusa,eu beijo o lugar que mostrou.Seu rosto vem junto do beijo,minha mão descansa onde a sua pousou.Na casa foi baixando a fala,um prato voltou para a prateleira.Você se sentou bem na ponta,deixando a janela entreaberta.Eu trouxe a colcha pros nossosjoelhos, você veio inteirade encontro ao meu braço e ficou,mudando meu rosto com a mão.Seu beijo demora no canto,meu dedo acompanha sua nuca.Você se aproxima de novo,o lenço escorrega na curva.Deixa a luz ficar mais baixa,deixa eu ver o seu olhar.Seu polegar passa no meu,eu me aproximo devagar.Você abre a gola da blusa,eu beijo o lugar que mostrou.Seu rosto vem junto do beijo,minha mão descansa onde a sua pousou.Você deixa o lenço cairna cadeira ao lado da minha.