Nivaldo ha chiamato dal fondo,abbiamo portato una panca all’orto.Sei rimasta vicino a Rita,strappando una stoffa lungo due pieghe.Ho detto che venivo alle quattro,mi hai mostrato quattro dita.Poi hai fatto cinque per scherzo,dandomi un minuto di bacio.All’ombra dietro i bananitaglio la punta di un ramo.La panca si assesta nella terra,Nivaldo posa l’ascia.Sei vicina, io sentola tua risata dall’altra parte.Il fazzoletto venuto sul traghettoè rimasto piegato nella mia tasca.Tienimi un posto in veranda,lascia con me il tuo fazzoletto.Da qui sento la tua vocee torno seguendo la tua risata.Le quattro nel vetro della sala,un fiore nel disegno del pavimento.La nostalgia mette già la mia manosulla via del ritorno al tuo vestito.Rita ha scelto una pittura,tu bagni la punta della stoffa.Da lontano vedo solo il tuo braccioche sale e scende ancora.Nivaldo raccoglie gli attrezzi,mi offre una guaiava dal cesto.Tengo da parte la metà più dolce,dentro sto tornando in fretta.Mi incontri alla curva,le mani ancora blu di pittura.Bacio l’orlo di un dito,tu mi conduci per la vita.Tienimi un posto in veranda,lascia con me il tuo fazzoletto.Da qui sento la tua vocee torno seguendo la tua risata.Le quattro nel vetro della sala,un fiore nel disegno del pavimento.La nostalgia mette già la mia manosulla via del ritorno al tuo vestito.Apro la guaiava nella mano.Tu mangi prima la tua parte.
Originale in portoghese brasiliano
Nivaldo chamou lá do fundo,levamos um banco pra horta.Você ficou perto da Rita,rasgando um tecido em duas dobras.Eu disse que vinha às quatro,você me mostrou quatro dedos.Depois fez um cinco de brincadeira,me dando um minuto de beijo.Na sombra detrás das bananeiraseu corto a ponta de um galho.O banco se firma na terra,Nivaldo descansa o machado.Você está perto, eu escutoseu riso do outro lado.O lenço que veio na balsaficou no meu bolso dobrado.Guarda um lugar na varanda,deixa seu lenço comigo.Daqui eu escuto sua falae volto seguindo seu riso.Quatro horas no vidro da sala,uma flor no desenho do piso.A saudade já põe minha mãono caminho de volta ao seu vestido.A Rita escolheu uma tinta,você molha a ponta do pano.De longe eu só vejo seu braçosubindo e descendo de novo.Nivaldo recolhe as ferramentas,me oferece uma goiaba do cesto.Eu guardo a metade mais doce,vou vindo depressa por dentro.Você me encontra na curva,as mãos ainda azuis da pintura.Eu beijo a beirada de um dedo,você me conduz pela cintura.Guarda um lugar na varanda,deixa seu lenço comigo.Daqui eu escuto sua falae volto seguindo seu riso.Quatro horas no vidro da sala,uma flor no desenho do piso.A saudade já põe minha mãono caminho de volta ao seu vestido.Eu abro a goiaba na mão.Você come primeiro o seu lado.